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Review MediaGamerAnalisado no PlayStation 5
Resonance: A Plague Tale Legacy

Uma nova protagonista, uma nova forma de jogar e o mesmo universo sombrio.

Resonance expande A Plague Tale com uma aventura ambiciosa, visualmente extraordinária e cheia de boas ideias, mesmo que algumas mudanças façam a série perder parte da identidade que a tornou tão especial.

Por Willians Ferreira

Nota MediaGamer

85

de 100

Resonance: A Plague Tale Legacy — Review MediaGamer

Resonance: A Plague Tale Legacy representa uma mudança importante para a franquia. Enquanto Innocence e Requiem construíram boa parte de sua identidade sobre a vulnerabilidade de Amicia, o novo jogo coloca Sophia no protagonismo e aposta muito mais na ação.

O resultado é uma aventura maior, mais dinâmica e visualmente impressionante, mas que também perde um pouco da personalidade que tornou A Plague Tale tão diferente de outras aventuras em terceira pessoa.

Sophia assume o protagonismo

Ambientado antes dos acontecimentos de A Plague Tale: Requiem, Resonance explora o passado de Sophia e mostra uma personagem bastante diferente daquela encontrada por Amicia e Hugo.

Mais confiante e aventureira, Sophia dá outro ritmo à história. Ao mesmo tempo, a narrativa aproveita sua jornada para expandir conceitos importantes da franquia, envolvendo a Mácula, Portadores e Protetores, além de introduzir elementos ligados à civilização minoica.

O resultado amplia a mitologia de A Plague Tale sem depender completamente dos jogos anteriores. E Sophia consegue carregar muito bem essa nova história, sem parecer apenas uma substituta para Amicia.

Muito mais ação

A principal diferença aparece no combate.

Sophia utiliza espada e adaga e pode atacar, esquivar, bloquear e realizar parries. Seu gancho também ganha utilidade em determinadas situações, enquanto novas habilidades ampliam suas possibilidades durante a campanha.

Os combates possuem impacto e inicialmente são bastante satisfatórios. O problema é que o sistema não evolui tanto quanto poderia.

Com o passar das horas, a variedade limitada de inimigos e possibilidades ofensivas faz alguns confrontos parecerem repetitivos. A câmera também pode atrapalhar quando Sophia enfrenta vários adversários simultaneamente.

O combate está longe de ser ruim, mas não possui profundidade suficiente para ser um dos grandes destaques do jogo.

A Plague Tale perde um pouco de sua identidade

Essa mudança também produz uma consequência importante.

Nos jogos anteriores, entrar em uma área cheia de inimigos provocava tensão porque Amicia raramente poderia resolver tudo utilizando força. Era necessário observar o ambiente, improvisar e muitas vezes simplesmente evitar o confronto.

Sophia é muito mais preparada para lutar.

Isso torna Resonance mais próximo de aventuras como Uncharted e Tomb Raider, misturando combate, exploração, escaladas, puzzles e grandes sequências cinematográficas.

Como jogo de aventura, funciona muito bem.

Como A Plague Tale, porém, às vezes parece menos único.

Puzzles são uma ótima surpresa

Os quebra-cabeças estão entre as melhores novidades.

A exploração utiliza mecanismos envolvendo luz, reflexos, símbolos e uma esfera minoica que permite interagir com diferentes elementos dos cenários.

Os desafios encontram um bom equilíbrio: não são excessivamente complicados, mas frequentemente exigem que o jogador realmente observe o ambiente e descubra como cada elemento se relaciona.

Algumas ideias acabam se repetindo, mas os puzzles ajudam bastante a tornar a exploração interessante.

O horror continua excelente

Curiosamente, alguns dos melhores momentos acontecem quando o jogo retira de Sophia toda aquela sensação de poder.

Determinadas ameaças não podem simplesmente ser derrotadas com uma espada. Nessas situações, furtividade, movimentação e leitura do ambiente voltam a ser essenciais.

É quando Resonance recupera a vulnerabilidade dos jogos anteriores.

As perseguições e sequências de horror estão entre os momentos mais tensos da campanha e demonstram que a Asobo continua sabendo trabalhar suspense extremamente bem.

São sequências tão boas que gostaríamos de vê-las com maior frequência.

Visualmente impressionante

A direção artística é facilmente um dos grandes destaques de Resonance.

Ruínas cobertas pela vegetação, cidades, cavernas e construções antigas apresentam excelente nível de detalhes, mas é principalmente o trabalho de iluminação que transforma os ambientes.

Locais ensolarados e belíssimos podem rapidamente dar lugar a espaços escuros e claustrofóbicos.

Essa constante mudança de atmosfera ajuda a criar um mundo que consegue ser belo e ameaçador ao mesmo tempo.

Excelente experiência no PS5 Pro

No PlayStation 5 Pro, Resonance apresenta excelente qualidade visual.

A maior nitidez beneficia especialmente ambientes ricos em vegetação e detalhes distantes, enquanto o trabalho de iluminação ajuda a criar algumas das cenas mais impressionantes da aventura.

Para quem prioriza fluidez, o modo desempenho é especialmente interessante. A experiência próxima dos 60 FPS combina muito bem com o maior foco em combate, tornando esquivas, parries e confrontos mais agradáveis.

Podem ocorrer pequenas oscilações em situações específicas, mas nada que comprometa significativamente a experiência.

O DualSense também é bem utilizado, com feedback háptico e gatilhos adaptativos complementando a imersão.

Som e atmosfera continuam fundamentais

A excelente utilização do áudio permanece como uma das marcas da franquia.

A trilha sabe exatamente quando assumir protagonismo e quando deixar apenas os sons do ambiente conduzirem a experiência.

Isso funciona especialmente bem durante as sequências de horror, nas quais passos e ruídos distantes frequentemente anunciam o perigo antes mesmo que ele apareça.

Jogar utilizando bons fones de ouvido torna essas sequências ainda mais intensas.

Uma nova direção para A Plague Tale

Resonance deixa claro que a Asobo não pretende simplesmente repetir Innocence e Requiem.

Sophia demonstra que existem outras histórias para contar nesse universo, enquanto a nova estrutura abre possibilidades interessantes para o futuro da franquia.

Nem todas as mudanças funcionam perfeitamente. O combate precisa de maior profundidade e a redução da furtividade faz o jogo perder parte da vulnerabilidade característica da série.

Por outro lado, os puzzles, a exploração, a expansão da mitologia e principalmente as excelentes sequências de horror mostram que essa nova direção possui enorme potencial.

Veredito

Resonance: A Plague Tale Legacy é uma excelente aventura que consegue expandir a franquia sem simplesmente repetir aquilo que já funcionava. Sophia é uma ótima protagonista, os puzzles são muito bem integrados à exploração e a direção artística está entre os grandes destaques. No PS5 Pro, a apresentação também impressiona, principalmente pela qualidade visual e pela fluidez do modo desempenho. O combate é divertido, mas poderia oferecer mais profundidade e variedade. Além disso, o maior foco na ação acaba sacrificando parte da vulnerabilidade que tornou A Plague Tale tão especial. Ainda assim, Resonance mostra que esse universo pode continuar existindo além de Amicia e Hugo — e deixa uma base bastante promissora para o futuro da franquia.

85

Review escrita por

Willians Ferreira

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