Depois de anos longe dos holofotes, Onimusha retorna com a responsabilidade de trazer uma das franquias mais marcantes da Capcom para uma nova geração. Mas será que a fórmula de samurais, demônios e combates intensos ainda funciona hoje?
História e narrativa
Não espere algo extremamente complexo, uma história inesquecível, grandes reviravoltas ou plot twists. Onimusha é simples no que faz quando o assunto é história e narrativa.
O jogo mostra um Japão tomado por forças maléficas após o vilão unir os Genma e derrotar os Oni, tomando para si a força deles com o objetivo de inundar o mundo com Miasma e erradicar a raça humana. É o simples conceito do “herói que deve derrotar o vilão que quer destruir a humanidade”.
No entanto, os personagens são bastante carismáticos, e o trabalho de dublagem em português, que está maravilhoso, faz a gente se encantar e dar boas risadas com eles, deixando um pouco para trás a falta de profundidade da história.
Gameplay
Esse é o grande destaque de Onimusha. O gameplay é um dos mais refinados que tive a oportunidade de experimentar nos últimos tempos.
O combate é uma delícia, combinando ataques, especiais, esquivas e parries. Tudo funciona perfeitamente, de forma simples e precisa, dando a sensação de que realmente temos as habilidades do lendário samurai Musashi.
Onimusha: Way of the Sword não tenta reinventar nada, muito menos complicar aquilo que deveria ser simples. São poucos comandos, itens consumíveis, ataques especiais e árvores de habilidades limpas e bem explicadas.
É o simples funcionando de forma praticamente perfeita — e deixando a jogabilidade extremamente gostosa.
Mundo, exploração e conteúdo
O game funciona da seguinte forma: temos fases lineares que podem ser revisitadas e um “bairro” que funciona como hub para nosso personagem e seus companheiros.
A exploração é simples, e é bem fácil encontrar todos os colecionáveis, ainda mais porque o mapa normalmente mostra onde tudo está e não complica o acesso a praticamente nada.
O jogo tem o tamanho que deveria ter. Então, não espere um mundo enorme, fases extremamente complexas ou itens secretos superescondidos. Onimusha sabe o tipo de experiência que quer entregar e não tenta prolongá-la desnecessariamente.
Gráficos e direção de arte
Os gráficos de Onimusha: Way of the Sword são lindos! As expressões faciais dos personagens principais e dos vilões são um show à parte, transmitindo muito bem aquilo que eles estão sentindo em cada momento, seja alegria, medo, dor ou tristeza.
Os NPCs são bem mais simples nesse quesito, mas nada que prejudique significativamente a experiência.
Quanto aos ambientes, o jogo traz toda a “beleza do caos” que está acontecendo naquele mundo, com cenários detalhados, belas texturas, ótima iluminação e excelente qualidade de imagem. E tudo isso rodando de forma incrivelmente lisa e fluida.
Análise realizada no PS5 Pro.
Áudio, música e dublagem
Apesar de o game não ter nenhuma música que eu considere memorável, a trilha funciona de forma discreta e não tira nossa atenção do jogo. Digamos que é um aspecto apenas “ok” da experiência.
Já o áudio funciona de forma excelente e realmente ajuda durante o gameplay. Nossa companheira da manopla, a Oni Shizuka, conversa conosco o tempo todo, alertando sobre pontos de interesse quando passamos por eles e até ajudando durante as batalhas, avisando, em alguns momentos, sobre ataques inimigos ou quando devemos nos defender.
Sobre a dublagem, como já mencionado, ela é excelente! Os atores fizeram um ótimo trabalho, dando o carisma necessário a cada personagem de forma impecável, dos heróis aos vilões.
Veredito
Onimusha: Way Of The Sword é um daqueles jogos que valem a pena jogar na geração. Ele não tráz nada que seja inesquecível e pra mim não será meu GOTY de 2026, mas ele me trouxe muita diversão e satisfação jogando. Me fez experimentar uma gameplay maravilhosa, me trouxe a vontade de ficar cada vez mais forte (apesar de o game ser BEM fácil) e me divertiu tempo o suficiente para eu curtir o jogo antes de enjoar.
Review escrita por
Willians Ferreira
